Sal fora do Saleiro

A noite quente e levemente úmida, deixava claro que estávamos em Salvador, capital baiana, que em pleno carnaval se torna um dos lugares mais movimentados e visitados do Brasil. Ali é também o berço da famosa Axé Music.
Neste feriado o Brasil para. Assim a maioria da cristandade disputa os locais de retiros, para estarem afastados dos burburinhos mundanos que atraem multidões para curtirem o frenesi carnal que enche as ruas de quase todas as cidades de norte a sul do país. Mas para a Igreja Batista do Garcia em Salvador a ênfase é outra. O grupo não muito grande de irmãos se mobiliza para ir para a rua, que simplesmente não é um lugar qualquer. Vão para a Praia da Ondina, o point soteropolitano de onde saem todos os trios elétricos, que são o atrativo principal da festa baiana. Diferente de Rio, São Paulo e Porto Alegre, que promovem escolas de sambas, o carnaval de Salvador é centralizado nesses grandes e imponentes caminhões de som que trazem como atrações os grandes nomes da música local como Daniela Mercury, Ivete Sangalo e Cláudia Leite.
Na medida que íamos nos aproximando já se podia sentir o clima de pecado e sedução. Quando entramos na rua principal os muitos trios já estavam estacionados. Cada um mais elaborado que o outro, com luxo e luzes por todos os lados. A multidão que chegava aos milhares, se aglomerava em volta do trio de sua preferência, esperando a chegada do artista principal que só aparece depois da meia noite.
A Igreja entretanto não quer o show, nem os artistas e sim as pessoas. Neste local nossos irmãos instalaram um palco com luzes e som de qualidade. Músicos cristãos, como Adhemar de Campos, Sóstenes Mendes, Daniel de Souza e o baiano Pierre Onassis já estiveram ali trazendo sua mensagem. Nesse domingo entretanto era o meu dia. Cheguei com meu filho André um pouco antes da 10h da noite. O carro esquivava-se vagorosamente por entre aa multidão para chegar no palco localizado no centro da avenida. A localização já é um milagre por si. Ninguém consegue, há 17 anos, tirar os crentes dali. Antes de subirmos a carga espiritual já era sentida. Que ambiente pesado, pai, declarou meu filho André, já segurando seu violino. Depois de orarmos começamos a cantar e tocar com a banda bem ensaiada que me esperava com expectativa. De cima do palco a visão mudou. Erguei os vossos olhos e vede os campos pronto para a ceifa (João 4:35). As palavras de Jesus se fizeram presentes em meu coração, enquanto via um dos irmãos orando em um canto por um folião. Assim foram as duas horas que passei ali, cantando e proclamando a palavra de Deus. Pude ver muita gente se aproximar por causa de uma música que lhe era conhecida. Presenciei pessoas deixando seus grupos e correndo para o ouvir nossa música. Me chamou também a atenção, desde a entrada, que em todo canto se via placas grandes escritas em preto e amarelo textos da palavra de Deus. Placas estas seguradas por orientais, que depois eu soube, serem coreanos que vem da distante Coréia só para o evento. Ficam ali enquanto tem gente, segurando os painéis bem feitos com a Palavra de Deus. Não falam português mas creem no poder do Verbo Divino.
Os frutos são imediatos. Homens e mulheres são alcançados e evangelizados. Seus nomes e telefones são anotados. Muitos desviados do caminho voltam para Deus. Por ser uma grande maioria de outros estados e até de outras nações, a Igreja tem estratégias para dar continuidade ao precioso contato. Sem desprezar os demais eventos, dos quatro que participamos, foi aqui que presenciamos com muita graça e intensidade a Igreja como sal fora do saleiro.

Quem vai Chegar

Ouça Quem Vai Chegar por Luciano Lemos #np no #SoundCloud http://soundcloud.com/luciano-lemos/sets/quem-vai-chegar

Recomeço

Ouça Recomeço por Luciano Lemos #np no #SoundCloud https://soundcloud.com/luciano-lemos/recome-o

Alheios, Caminhamos

Caminhamos.
Caminhamos alheios
Não caminhamos alheios, talvez, para qualquer lugar,
Mas alheios ao que está a nossa volta
Temos alguma perspectiva do que é belo, ou somente do que arrepia?
Somente do que causa, ou também, estamos para sermos 'causados'?
Caminhamos,  e nesta caminhada na busca de 'nossa felicidade'- que é um estante perpétuo enquanto durar.
Olhamos simplesmente para o lugar que esquecemos de limpar
O próprio umbigo

Quando o Tempo Chora

Quando o tempo chora
Quando o vento toca
A pele arrepia
O tempo molha
A face enruga
Amanhece o dia e a noite ainda permanece
Os dedos úmidos apagam o rastro...
Sobra a noite sem cor, sem brilho sem sabor...
Cabe a nós recomeçar

Vem Comigo

Escute Vem Comigo por Luciano Lemos #np na #SoundCloud http://soundcloud.com/luciano-lemos/vem-comigo

Com Sabor de Coco

Escute Com Sabor de Coco por Luciano Lemos #np na #SoundCloud http://soundcloud.com/luciano-lemos/com-sabor-de-coco

Quem Vai Chegar

Escute A Música: Quem Vai Chegar por Luciano Lemos #np na #SoundCloud http://soundcloud.com/luciano-lemos/quem-vai-chegar

Eu Ouvi Dizer

https://soundcloud.com/luciano-lemos/eu-ouvi-dizer

Gravado em violão de Nylon
Composta entre 2009 -2010

Para Um Amigo em 13/8

http://soundcloud.com/luciano-lemos/para-um-amigo-em-13-8

Música feita em 12/1998 para dois violões.
Som MIDI 
(Teclado Elétrico, Flauta, Piano e Baixo Acústico)

Viajante do Tempo Presente: Mais um dia. 1ª parte


Seria um dia como outro qualquer se não fosse aquele chamado.
Estava ele cuidando de sua vida quando o celular tocou. Era uma mensagem dizendo a hora, o lugar e o que ele deveria fazer.
Já estava tarde, o que ele podia fazer? Apagar a mensagem fingindo que nada aconteceu e que não recebeu recado algum?
Não, não. Não poderia. Não daria para negligenciar aquele chamado.
Vestiu qualquer coisa, pegou a chave do carro e saiu desembestado porta a fora como se estivesse sendo perseguido por cães raivosos.
Já no local do encontro notou que o ambiente estava cheio de gente, e assim como ele pareciam apresadas e cansadas. Naquela movimentação se pós a procurar pela pessoa que lhe enviara aquela mensagem.
Meias hora já havia se passado quando recebeu uma nova indicação em seu aparelho celular e foi ao novo local. Indignado, pensou em responder aquela ultima mensagem com uma resposta dura e direta. Construiu em sua mente o que escreveria. Qual palavra poderia ser melhor para descrever o seu momento tedioso e irritante de ficar procurando um alguém sem poder encontrar…
Chegando ao local de destino ele se colocou a disposição do tempo. Era uma fila imensa onde todos que nela estavam pareciam, para ele, como zumbis atordoados que esperavam a sua vez, o seu  momento, a oportunidade para serem consumidos.
...Já passará mais trinta e cinco minutos e quarenta e cinco segundos da ultima mensagem e aquela fila não andava. A pessoa que lhe mandou o recado também não tinha dado as caras. Sentia que tudo aquilo era um total e cabal desperdício. Uma perda de tempo. Mas como iria recusar aquele chamado? E além do mais, acima de suas queixas e pensamentos contrários, era necessário que ele estivesse ali. Porem, a sua irritação, que muito crescia, era por conta de ter que ser daquele jeito.
“Será que não tinha uma forma mais simples de se fazer a mesma coisa?” Pensamentos como este invadiam a sua mente. Imaginou um genocídio. Empunhado uma espada samurai ou uma serra elétrica ou até mesmo com bombas...

Quando a tecnologia e o dinheiro...,

“Quando a tecnologia e o dinheiro tiverem conquistado o mundo; 
quando qualquer acontecimento em qualquer lugar e a qualquer tempo se tiver tornado acessível com rapidez; 
quando se puder assistir em tempo real a um atentado no ocidente e a um concerto sinfônico no oriente; 
quando tempo significar apenas rapidez online; 
quando o tempo, como história, houver desaparecido da existência de todos os povos, 
quando um esportista ou artista de mercado valer como grande homem de um povo; 
quando as cifras em milhões significarem triunfo, – então, justamente então — reviverão como fantasma as perguntas: para quê? Para onde? E agora? 
A decadência dos povos já terá ido tão longe, 
que quase não terão mais força de espírito para ver e avaliar a decadência simplesmente como… Decadência. 
Essa constatação nada tem a ver com pessimismo cultural, nem tampouco, com otimismo… 
O obscurecimento do mundo, a destruição da terra, a massificação do homem, a suspeita odiosa contra tudo que é criador e livre, já atingiu tais dimensões, que categorias tão pueris, como pessimismo e otimismo, já haverão de ter se tornado ridículas.”


 Martin Heidegger (1889-1976).

Mínimo eu - meros devoradores de imagens?

 

A própria realidade não é real, no sentido de que nasça de uma compreensão comum às pessoas, de um passado e valores comuns. Cada vez mais, as nossas impressões sobre o mundo derivam não das observações que fazemos, tanto como indivíduos quanto como membros de uma comunidade mais ampla, mas de elaborados sistemas de comunicação, que vomitam informações, a maior parte delas inacreditável, sobre acontecimentos dos quais raramente temos algum conhecimento direto...

A cultura do 'mínimo EU' é de alguma forma ditada por forças externas a qual, podemos ter algum controle mas, para isso temos que ter algum conhecimento destas forças que nos impulsiona para alguma margem.

Os meios de comunicação fazem um zeloso esforço para contarmos que e o que somos, e mesmo para gerar um espúrio sentido de identidade nacional, mas eles o fazem dizendo-nos que programas gostamos de assistir, que produtos gostamos de comprar..., quanto tempo viveremos...,

Será que somos meros devoradores de imagens ?

citações do livro: O mínimo eu - Sobrevivência psíquica em tempos difíceis; 1984 Ed Brasiliense Christopher Lasch

t3a

A vida... curta...

...a vida é curta
não curta..
mas curta...
incuta
na cuca que, culta
em culta...
inculta...
curta,
urta
rta
ta
a!!!

Vejam como crescem os lírios do campo...

ipe_amarelo2Em Mateus 6. 25 – 34 está escrito:

“Portanto eu lhes digo: Não se preocupem com sua própria vida, quanto ao que comer ou beber; nem com seu próprio corpo, quanto ao que vestir. Não é a vida mais importante que a comida, e o corpo mais importante que a roupa? Observem as aves do céu: não semeiam nem colhem nem armazenam em celeiros; contudo, o Pai celestial as alimenta. Não têm vocês muito mais valor do que elas? Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? "Por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem os lírios do campo. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé? Portanto, não se preocupem, dizendo: 'Que vamos comer?' ou 'Que vamos beber?' ou 'Que vamos vestir?'Pois os pagãos é que correm atrás dessas coisas; mas o Pai celestial sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal”.

Quando caminhamos pela região logo cedo, pegando os primeiros raios solares, o que nos chama a atenção é a vegetação o aspecto de seca. Algumas vezes coberta por uma leve nevoa onde o sol ao atravessar traça feixes de luz sobre o solo, como vitrais de uma catedral sem portas nem janelas, muito menos paredes. Uma temperatura branda, porém, já dizendo como será o resto do dia.

As imagens da caatinga, para olhos destreinados e não habituados só conseguem ver algo que se assemelha ao desespero e a desolação... Mas, mesmo tais olhos conseguem ver, em meio a todo aquele quadro, uma árvore com flores amarelas que em todo tempo assim permanecem, só caindo no inverno: é o Ipê Amarelo.

Cristo nos chama e aponta em sua Palavra para essas coisas, para essa realidade. Ele sempre nos faz lembrar da esperança, do novo e de sua graça: “ Vejam como crescem os lírios no campo...”

Corremos, trabalhamos e nos cansamos com tantas coisas que realmente são necessárias, não se pode negar, mas esquecemos de uma coisa simples: Daquele que nos traz essas coisas; que supre. Esquecemos de agradecer, de buscar Dele as respostas. Se bem que na verdade nós lembramos. Lembramos quando temos dificuldades. Até aquela pessoa que diz não acreditar em um Deus, na hora do aperto grita: “AI MEU DEUS!”

Veja, como somos; como achamos que deve ser: Acreditamos que somos capazes de seguir sozinhos, andando a vontade, alimentando o desejo do nosso coração. Mas Cristo diz:

“Quais de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja a sua vida?”

“Olhai os lírios do campo"...

Trabalhamos tanto que não temos tempo para o nosso cônjuge e para os nossos filhos. Tudo isso com a desculpa de que temos que dar o melhor para eles, guardando o amanhã deles; e não notamos que o melhor para eles é você presente na vida deles, dando tempo de qualidade, forjando o caráter.

Deus nos chama para olharmos a sua criação. Vermos nela o que esta além da desolação das dificuldades das dores da vida. Ele nos convida para olharmos para o alto, para o alvo, buscarmos em primeiro lugar as coisas Dele: “... o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas nos serão acrescentadas” [cf. Mt.6.33].

Em nenhum lugar está escrito que não teremos dificuldades e nem que será tudo simples ou perfeito. Na verdade Ele diz: “confie em mim, permita-me guiar seus passos, abra o seu coração e diga-me as suas necessidades”.

Este é o momento da mudança. Olhai para cruz de Cristo, renove sua fé. Olhai para cruz, veja o Ipê Amarelo.

Deus realmente te ama e ama tanto que mostra sinais de esperança. Ele te ama tanto que deu o Seu único filho, Seu amado filho por você e não fez isso para que sua vida seja desperdiçada com álcool, drogas ilícitas, romances de beira de estrada etc., mas para que você seja livre e tenha vida em abundancia Nele e se volte para Ele.

Volte-se para Cristo, o autor e consumador da fé. Hoje Deus mostra uma porção do seu Reino. E como Ele faz isso? Você pergunta.

Deus mostra a porção do seu reino através de homens e mulheres que saem do seu conforto, do seu regaço, para estarem servindo e vivendo o Evangelho. E isso só é possível por causa do amor que é a essência deste Reino.

Agora faça uma oração. Converse com o Pai sobre suas dúvidas, seus temores. Abra o seu coração e renove sua fé. Não saia daqui do mesmo jeito, mas quebrante o seu coração diante de Deus.

Pregação feita na primeira igreja Batista em Coronel João Sá, no dia 04/11/2012 pela manhã.

Clama BAHIA!


Clama Bahia ?
Hum o que é isso ?
Eles se reúnem e “Clamam” a Deus, ao nosso Deus!! É isso ??
E o fazem, por vidas ? “Clamam” ao Senhor pelos aflitos de espírito ?
“Clamam” pelos enfermos, por todas autoridades constituídas na terra, por arrependimento de nossas falhas, pela conversão diária dos maus caminhos ?
“Clamam” pelo perdão de nosso pecados, e de nossa terra, cidade ?
Clama com lágrimas nos olhos e choram por que percebem que o mundo vai de mal a pior ?
“Clamam” pela misericórdia de Deus, contra o alto índice de jovens envolvidos nas drogas ? Prostituição, muitos deles até mesmo nos eventos gospel?
Clamam pela presença de pessoas descrentes neste evento com intuito de gerar neles comunhão e amor ?
De tal forma que eles desejam também “CLAMAR” a este Deus ?
Pela harmonia em seu lar ?
Nossa!!!
Que raro ver nos dias de hoje um evento assim não é mesmo ???
Se for nesse clamor, me chame que vou!
fernando

Bom dia Dai – Nossa Humanidade?


lixo-chuva
Bom dia Dai
Diga-me uma coisa amiga porque as pessoas não se importam com as outras?
Agente passa pelas ruas e olha a sujeira, a podridão...
O menino joga o saco de bala no chão e a mãe reclama. Você ao ver uma cena como essa logo pensa em seu coração, ‘ai uma mãe que educa sua criança’. Mas, logo em seguida esta mesma senhora joga o pito do cigarro, fruto do seu momentâneo prazer, no chão.
Ontem andava pelo vale e encontrei um morador de rua que vivia embaixo de um viaduto e varria a sua casa cantando e dando bom dia para quem passava. Ele se orgulhava de alguma coisa.
Enquanto caminhava fui buscando em meu olhar qual era o fruto daquela alegria. Sobre uma caixa de papelão como se estivesse quarando notei um bife de carne que ele iria cozinhar. E por isso varria a rua como se fosse receber alguma visita. Uma cena atípica do cotidiano da maioria de nós...
Amiga Dai, veja você enquanto tal cena enchia meus olhos notei mais em frente um bar onde pessoas estavam comentando a abertura do que me parecia um novo Shopping na cidade. Ao me aproximar ouvi os sorrisos alegres de mais um copo onde surgiam comentários do Show de abertura do senhor menestrel de uma família seleta que estaria no lançamento deste empreendimento.
Enquanto caminhava ouvia as latas das cervejas jogadas na estrada e as rodas dos carros as rebatendo...
Parei e perguntei para mim qual o sentido daquilo tudo, era a alegria, era a euforia?
Dai eu confesso a você que não compreendo algumas coisas de nossa humanidade...
É né. Talvez seja isso mesmo, a humanidade é isso que ninguém sabe direito...
No fim, retornando para minha casa ao tentar abrir o portão, a chave cai no chão. Ao me baixar para apanha-la vejo meu sapato e noto que o solado estava sujo de bosta. Mas creia não me espantei muito logo de primeira.
Tirei o sapato, entrei em casa, peguei uma mangueira e na hora que ia limpar fiz um analisa mais criteriosa daquela sujeira.
Notei a textura, a cor, a forma foi quando confirmei realmente era excremento, mas não qualquer um, ou seja, não era de um animal qualquer era de gente.

Crônicas Soteropolitanas 3

Que preguiça de escrever ... 
não sei se você sabe, mas é assim: bate uma lombra q só se veno. 
Pra começar a escrever, só pensar já cansa.
mas amanhã retorno a escrever aqui se vai vê.

Para os Amigos


Saudações da parte do nosso Senhor Jesus Cristo a todos os meus amigos e irmãos que amo.
Sou muito agradecido a Deus por tê-los como amigos e poder chama-los de irmãos. Meu desejo para com vocês é que sempre tenham oportunidade de viver e falar do amor de Deus para com a humanidade.
Nesta semana fui confrontado com uma realidade do evangelho que por tanto fazer e me ocupar a muito estive afastado e que nas oportunidades de que tive neste período me comportei como um expectador. Falava ao meu coração “que já estava fazendo a minha parte” quando na verdade mesmo estando presente me escondia atrás do trabalho...
Fui convidado para ministrar em uma congregação onde as crianças – adultos precoces – alegres sorriam agora em sua “inocência infantil” recém-conquistada, pois nem sempre era assim. Neste lugar o corpo de Cristo, a igreja, não entrava toda a semana, devido a habitual  violência que fazia parte da rotina daquele lugar.
Pelo amor de Deus as coisas estão mudando naquela comunidade periférica. Um pastor movido por Deus se colocou a disposição para enfrentar aquelas condições adversas e vexatórias e com a marca de Cristo e hoje podemos entrar e fazer este relato para todos vocês.
Sei que temos muitos lugares semelhantes á este em nossas cidades. Muitos dos nossos bairros estão de igual forma deplorável. Sei também que iras me dizer que tens orado e assim como eu dirás que tem gente com papeis diferentes no Reino..., e que todas necessitam de atenção, mas não é disto que venho falar aqui.
Na verdade a pergunta que ecoa é o que nós temos feito para transformar a realidade ao nosso redor. Reuniões, encontros,  eventos que falam do poder da igreja local, congressos que nos enchem de ferramentas e mecanismos de ação mas não temos como aplicar ‘porque na semana seguinte tem outro’... Todas estas coisas são boas e agradáveis; não às eliminemos, mas fazer a pergunta é necessário “para que tudo isso?”  
Não perca suas energias em exercícios de piedade, mas se entregue a causa de Cristo. Ouço jovens cantando “eu tenho um chamado”, “eu não necessito ser reconhecido”, “eu preciso ser amigo de Deus” e a Bíblia que norteia nossa fé e praticas diz que aquele que ama Cristo guarda os seus mandamentos e os cumprem e também está escrito que aqueles que cuidam de qualquer um dos pequeninos dando-lhes de comer, beber, vestir visitando nas prisões, orfanatos, suprindo as necessidades destes que pouco ou nada tem o fazem para Cristo.
Não quero com estas palavras ofende-los, mas sim tirá-los da zona de conforto. Saia do comodismo e visite aquele lugar por qual você ora arregace as mangas com as armas que o Senhor tem lhe dado, faça contato com as pessoas que são teus irmãos carentes não só de oração, mas de um abraço um carinho uma atenção física real.

Deus abençoe a todos. Que sejamos sal e luz onde estivermos.

Essa é uma história que não tem preço


Vinha eu com minha camisa de $65,00 minha calça de $80,00 tênis de $400,00 andando pelo bairro onde o refrigerante em lata custa $4,00. Estava à procura de um local para almoçar que custasse $15,00 quando em minha direção veio dois conhecidos.
Um da dupla era sem igual. Individuo rico em caráter, de longe se notava a sua figura para mim, uma figura 'sem preço', mas o outro que o acompanhava era um 'sem valor' algum que me custava até dirigir a palavra.
Cumprimentamo-nos e conversamos um papo. No começo de nossa conversa fiquei angustiado com o tempo gasto. Afinal tempo é dinheiro, mas a presença daquele meu amigo que não via há tempos, me fez ir ficando e algo me dizia que tinha que gastas aquele tempo ali.
Conversamos sobre inúmeros temas. Da família a bolsa de valores, das brincadeiras de infância a faculdade e casamento que até esqueci a fome. Mas mesmo assim continuamos o papo até uma cantina onde pedimos alguns lanches que custavam $5,00 a unidade. Na hora de pagar para sairmos o meu amigo 'sem preço' pagou o do 'sem valor'.
Aquilo me intrigou e comecei a questionar “como pode uma pessoa tão cara andar com um 'sem valor' como este?”. Antes de terminarmos e ao nos despedir chamei meu amigo no canto e perguntei a onde tinha encontrado aquela figura tão sem brilho e aonde achava tantas qualidades, pois em todo nosso papo ele ressaltava algum ponto deste 'sem valor' que nem levantava a cabeça quando lhe perguntava alguma coisa. Alias, só para dizer que não fazia nada, uma vez ou outra, mexia a cabeça como em concordância. Insistir em perguntar por que perdia o seu tempo com ele.
Ele parou, respirou fundo como se falasse com o olhar, de uma forma bem afetuosa, que eu não tinha entendido nada e falou que estava com ele porque o 'sem valor' valia o preço de sua vida. 

Tur em Salvador

A minha Salvador querida
Na Ponta de Mar, eta!
Rio Vermelho onde largo minhas Tripas
Na região do Farol esta uma Barra
E porque não falar da frieira no Pé do Loirinho
Campo Grande de miséria sem Piedade
Vamos Caminhando entre as Arvores
Espero que no final tenhamos Vitoria e Graça
Para não perdermos a Linha Verde, a Estrada do Cocô da nossa subsistência.
Buraquinho da nossa atual sentença
Que a Itaparica (Pedra) angular do renovo seja vista em todos os lugares
Cristo em nós a esperança da gloria.

Tão perto do seu, tão longe do céu.


Você já parou para notar quanto esforço desnecessário, quanta gana é exaurida quanta grana é consumida, quanta alma desgastada, desgraçada, destroçada para se chegar a uma distancia que apenas com um quarto de força seria necessário? São percorridas grandes distâncias, suando e esmurrando o ar e não se nota a loucura que é se puxar a carroça com os animas pelo lado oposto. Sé há muita disposição para se correr atrás de coisas, coisificando a vida conjugando “meu só” antes de todos para não ser um com alguém. Quanta energia desperdiçada em movimentos de força alteando bandeiras e placas declarando comunhão, mas pelo outro lado se vê as mãos dos ditos parceiros, que simultâneas molham cada uma o seu pão em um único prato de sopa e com esta mesma mão que segura a face do amigo ao beijá-lo o outro lado do rosto quando o trai.
Longe do céu distante dos seus, afastados de Deus, mas perto do seu. Dos seus bens,  do seu ‘me basto’. Agindo então como se cheios e movidos a gás metano, produzido pelo monturo dos proprios conceitos e de que o importante é “que sou doutor fulano de tal” e não o que “posso fazer para o outrem com o que realmente sou”. O Chamar o outro para a ciência da sua autoridade – “VOCÊ SABE COM QUEM ESTA FALANDO?” é tida como a essência do ser.
Sempre ferozes e corajosos em defender tudo, tudo que trás prazer, que apraz, atrai. Prazer que não mede se o outro poderá sofrer. “O que? O outro? Sofrimento? Que é isso? No  meu mundo de Alice metralhei o chapeleiro maluco que me perturbava o juízo e dinamitei o coelho azoado que não ficava quieto, porque QUERIA MINHA PAZ”.
Cada um no seu quadrado, retângulo, triangulo não importa. Que seja na ilha do “eu sozinho”. ‘Minha vida, meu eu, meu deus... Meus deuses!?’ Este faz o que se quer afinal ‘ele é Pessoal Intransferível LTDA’ até que dure a pilha. Mas o que fazer quando acaba a pilha o que é feito? Quando esta acaba descarta-se e compra-se outro deus que me satisfaça.
Será que realmente chegou aonde se queria coisinha, coisinho? Meu irmão sem nome, João sem braço, coisa quebrada?
Eis que está há porta e bate. Quem é que bate?
Porque não abrir para descobrir? Saia da concha. Quando realmente abrir a porta ira notar que Este não veio para lhe satisfazer as suas vontades, mas veio sim para lhe dar sua paz sendo esta sem igual e dissonante, porem harmoniosa paz. Notará que as conquistas virão, mas as dores serão inevitáveis, não terá que evitá-las, na verdade Nele há solução. Sentirás realmente que é um Bem-aventurado. Este que está à porta na verdade tem realmente algo para você e de grande excelência, só que para obter se é requerido algo, apenas isso, relacionamento integral.

Crônicas Soteropolitanas 2


Não! Não tenho nada contra os buzus e nem contra os passageiros não vu velho. Já vou logo dizendo que é para não falar que não falei nada. E falo logo para não me tirarem... Diga se não é? Se isso não acontece e nem é dia de jogo nem nada...
Veja você! Tô eu voltando para minha casa no meu coletivo corporativo de alta densidade, famoso buzu. Já era por entre 19, 20... 22h da noite, o mesmo lotado que se respirasse tinha que pedir desculpas porque acabava empurrando alguém. Mas graças ao meu bom Deus eu estava sentado neste dia, quero dizer naquela noite – sei que você entendeu – e o povo estava até ordeiro.
Todos quietinhos, cada um na sua e tal (creio que todos estavam cansados do pau que deram naquele dia) Oxente!! Baiano trabalha! Se liga! Fique aí nesta tua onda...
Já se passaram 30 minutos do local donde peguei o coletivo quando, do meio do buzu, falo do meio mermo parece que de forma estratégica o individuo sentou ali e me tira da sacola uma caixa de som. Veja você, não foi um radinho, muito menos um celular, foi uma caixa de som e como se só tivesse ele no transporte ligou a parada.
E ai só deu ele. Só tocou as parada de sucesso. Da periferia a alta roda da musica de gueto. Um tal ‘de “corri corri”, “amassa a lata” “que lá vem manhinha” “que é gordinha mas é..”. “ai ai ui ui ui ui.. “ não sei dizer muito bem o conteúdo das letras era tudo merma coisa. E como já não bastasse o som alto, ele começou a batucar. E não só isso como cantava junto.
Alguns passageiros revoltados começaram a comentar, ’como é que pode isso...?’ ‘Uma hora dessas...?’ Só não vou lá reclamar porque sei lá, daqui a pouco ele esta armado.., Já outros que sentavam nos primeiros bancos ligaram os celulares e colocaram nas alturas tocando musica gospel. Eu estava me sentindo numa boate do tamanho de um banheiro, as 20 e poucas da noite tendo que participar de um jurado de auditório... E isso durou a viagem toda.
Acho que poderíamos organizar isso não é? Fazer um concurso de melhor animador de buzu algo assim. Ou então dividir fazer um buzu leito e o ‘Buzu Fast Dancing Palácio do “Arrojagode”’. Emoção em dobro para quem quer viajar do trabalho para casa com toda emoção que os coletivos oferecem com direito a casadinha e tudo. Eu creio que iria bombar.

Crônicas Soteropolitanas 1


Amo minha terra, meu povo, minha gente, mas onte à tarde peguei um buzú (ônibus) que ia sentido centro. Só que este foi para o centro pelo outro lado e por isto chegou mais rápido na estação da Lapa. Chegando lá o buzú se encontrava vazio e as poucas pessoas que tinham assim que o veiculo parou desceram, ‘se picaram’ e tomaram o seu rumo restando, fora o cobrador e o ‘motô’, cinco pessoas contando comigo. Foi aí que eu vi a ‘miséra’. Dois ambulantes vieram gritando e brigando um com o outro. Repare! Isso era só para subir no buzú que estava vazio, quero dizer, com pouca gente pra vender os seus ‘mindoins’.
O buzú fez a volta e encostou para os passageiros subirem. Aí que deu mais rolo. Com os idosos que entraram preferencialmente pela frente do buzú, crianças e pessoas de carteira com passagem livre, juntamente vieram uma ‘renca’ de ambulante, uns cinco pelo menos que contei. Ao todo eram sete vendendo picolés, balas, ‘mindoins’, água mineral... Estabeleceu-se ali a feira da tarde. Poderia até por um nome de Feira da Tarde na Lapa. Posso até antever o povo marcando encontro: “e ai, vamo para a FeiTaL? La ta massa ‘vu véi!’”.
Eu penso em dias melhores onde os ambulantes não precisarão mais engalfinhar-se, pois dentro dos transportes públicos urbanos teremos o serviço de bordo ‘que nem’ acontece nos aviões. Você entra no veículo paga sua passagem e recebe um cardápio. Faz um pedido e agora o ex-ambulante de bermuda, mas com um avental branco, vem com uma bandeja e te serve perguntando: Água ou refrigerante senhor(a)? 

Ita.

Esta musica que fiz quando era estudante do secundário lá em 1998.
Ita é um interlúdio para 6 vozes, foi a minha primeira pretensão para tal formação, na época estava ouvindo muito grupos vocais e fazia alguns adaptações para quartetos masculinos e grupos em formação coral
Agora porque Ita?
Tinha lido em algum lugar que Ita em Tupi significa pedra mas como sufixo, ita é um diminutivo por ser uma musica 'pequena' - curta- chamei de Ita.


Uma Janela


Esta é uma musica composta no tempo em que estudava na Escola de Música da UFBA
Uma gravação simples feita na Reitoria da faculdade.
Na época estava numa de experimentar 'cores' na orquestração.
O regente foi o Dr. Bordine professor de composição da minha turma naquele ano.
A orquestra é a Sinfônica da UFBA

Decifra-te...

Vale à pena?
Valeu o esforço?
O que realmente mudou, faz algum sentido?
Todo o empenho, todo o envolvimento?
Mas, o que é mais importante, o fim, o começo e o que dizer do percurso?

Será que o fim justifica os meios?

Não importa como inicia, mas devo começar?

Perguntas que de alguma forma nós nos fazemos e se não as fazemos nos são impostas pelo tempo a fazê-las.

Ai nossa força interior rompe em nós e berra: “EU SEI!”, e na verdade não sabe nem porque deu este grito. Talvez por medo – se fosse por isso, pelo menos isto.

“De que vale viver, ganhar o mundo todo, colher, correr e saltar as mais altas colinas e perder a própria vida”.


E quando perguntarem teu nome o que você respondera?

‘me chame de incapaz.


Todo aquele que tentar salvar sua própria vida perdê-la-a, e quem perder a sua vida achá-la-a...


Isto faz algum sentido para você amigo “ponto com” (.com). Isso mexe com teu breu, acredita que é sábio aos teus próprios olhos?

Decifra-te ou se devore...

Quer saber. Tudo isso tem resposta e esta resposta é Cristo. Pode espernear! Abaixo do Sol tudo é vaidade! Cristo é o começo e o fim para todas as coisas construa, renove, cresça, faça a carreira que lhe é proposta. Se o fim é Cristo tudo se explica, tudo se encaixa...

Cabe a você ‘.com ‘, ser mais do que é, deixa Cristo ser o COMeço, o meio e o ponto final de sua vida.

A dedicação dos Muros de Jerusalém

“Na dedicação dos muros de Jerusalém... Ajuntaram-se os filhos dos cantores... Purificaram-se os sacerdotes e... Então, fiz subir os príncipes de Judá sobre o muro e formei dois grandes coros em procissão... sobre a muralha para a banda da Porta do Monturo”

(Ne 12.27,28,30,31.)

Há um constante desdobrar de verdades espirituais nesses textos. Há uma variedade de temas bíblicos como dedicação, ajuntamento, purificação, príncipes, corais, etc., que podem ser amplamente estudados e enriquecer a vida da igreja no seu serviço a Deus.

Jamais poderá haver louvor e adoração completos, se não houver dedicação de vidas, de música e dos “muros” que falam da nossa unidade na igreja. É necessário, também, a purificação de vidas para que o louvor seja plenamente restaurado.

A unidade da igreja, a Jerusalém espiritual, está representada pelos muros que a cercam. São muros com portas e torres com nomes significativos para a vida da igreja. Todo crente é chamado para o louvor e adoração, e não somente alguns irmãos. Geralmente as pessoas que tocam instrumentos ou que cantam em corais, consideram-se “levitas”, separadas para Deus; os demais fazem parte do povo! Todavia a igreja toda é uma nação de levitas, de sacerdotes chamados para a adoração. Por outro lado, é verdade que há homens e mulheres especialmente convocados para ministrar o louvor à igreja. Não é uma elite que forma um coral ou grupo musical, cantando e louvando, enquanto a congregação ouve. São, isto sim, irmãos e irmãs que conduzem a igreja à presença de Deus em louvor e adoração. São os primeiros a adorar, e devem levar os demais à adoração.

Texto de João A. De Souza Filho do livro: O Louvor e a Edificação da Igreja.

Ed Betânia 2ª edição, 2000. Pg 34 - 35

Nada se compara...

Malcolm Muggeridge

Citado em J.Glastone, Living With Style, Welch, 1986,p. 85.

“Creio que posso considerar-me um homem relativamente bem sucedido. As pessoas, às vezes olham para mim na rua – isso é fama. Posso ganhar o suficiente, sem muito esforço para ser incluído no topo da lista da receita federal – isso é sucesso. Se tiverem dinheiro e um pouco de fama, até os mais idosos, se é que se importam com isso, podem tomar parte das diversões de moda; isso é o prazer. Pode ser, uma vez ou outra, algo que tenha dito de nota, ou escrito, fosse suficiente importante, de modo que eu tenha persuadido a mim mesmo de que tal coisa representava um sério impacto para nossa época; isso é realização. Apesar disso tudo, se esses triunfos pequeninos fossem multiplicados por um milhão e somados todos juntos, nada seriam – menos do que nada, seriam um obstáculo positivo – se comparados a um gole daquela água viva que Cristo oferece aos espiritualmente sedentos, independentemente de quem ou o que sejam”.

Citação retirada do livro Teologia do Desperdício, Russell Shedd 1ª Edição – 2001. Pg.20

Eu Acredito em Jesus

Eu acredito que
Jesus é o Cristo
eu acredito que
ele é o Messias
Eu acredito que
ele se fez carne
viveu, morreu,
mas ressuscitou

Eu acredito que Ele foi Exaltado Acima de demônios, homens e anjos
Eu acredito que Ele há de vir Sobre as nuvens do céu, com poder e glória

Eu não sou
membro de religião
Entreguei a Cristo
o meu coração

Eu acredito
em Jesus,
Eu conversei
com Ele hoje
Ele é meu amigo,
meu Senhor,
O meu Salvador,
Jesus.

Álbum: Frutos do Espírito 5-Centralidade

O evangelho de Cristo é o que basta

Minha intenção não é jogar palavras soltas ao vento atirando em todas as direções. Não é meu interesse ser crítico ou fazer comentários para mostrar o quanto estou indignado, mas aqui abro o meu coração e compartilho com você alguns pontos que me afligem e que, como seguidor de Cristo, não quero e nem poderia mais ficar calado, escondido comodamente. Quero viver o evangelho que me foi proposto de forma plena e compartilhar dele contigo.

Saiamos do nosso evangelho pós-moderno, não bélico, salubre e morno. Não vivamos de forma que nenhuma atitude verdadeiramente radical, que brota do coração com entendimento no espírito, seja proposta senão as que vêm de líderes empolgados por meio de canções emocionais e não expressam muito do que Cristo realmente é e representa.

Como em nossos corações podemos concordar com tais coisas: - com este mercantilismo desenfreado, que destrói as coisas verdadeiras, santas e de boa fama diante de Deus para um PRODUTO de consumo rápido e de fácil digestão, de pouco conteúdo, de caráter dúbio e viciante havendo necessidade de mais uma doze? Muita coisa é aceita “afinal, ‘somos profissionais’ e compreendemos o bastante dos mistérios dos santos e de Deus por isso os fins justificam os meios”. Vale tudo para trazermos milhares aos nossos eventos; “quem sabe ele estando aqui dentro entre nós ele se envolva com a ‘atmosfera de adoração’ e caia em si, mas se não acontecer agora, pelo menos ele não estará no mundão”. Não estaria no “mundo”, de fora das portas de vidro de nossos ‘templos’ aconchegantes que apontam para nossa imponência elegante, mas estaria no “mundo” de dentro da igreja se tornando um ícone de nossa sagacidade ignorante.

Temos que pregar o evangelho e guiar pessoas a Cristo e não para as nossas rodas sociais aos fins de semana muito menos para os nossos shows gospels nos esforçando para mostramos a este crente novo, que não somos diferentes dele, no nosso modo de agir, falar e vestir e que não tem nada demais ser assim. Nada demais beber, dá um tapinha no cigarro, “ficar”, afinal todos tem amantes, ou melhor, ficantes. Já que Jesus Cristo não é o bastante vamos “ficando” com as coisas que nos agrada, eternos ficantes do nosso cristianismo particular. O evangelho da graça não é o bastante, recorramos as nossas “mandingas gospel” que tudo vai dar certo com aquilo que desejamos com o nosso ‘criado’ poderoso o pai, o paizinho que nos dá tudo que queremos.

Deus é amor, mas também justiça. Ele é fiel, fiel a sua palavra. Como nós queremos nos apresentar diante de um Deus Santo? Falaremos de nossos feitos de quantas vezes fomos aos eventos, de quantos milagres fizemos, de quantos demônios foram expulsos, de quantos rodopios demos naquele “culto avivado”?

Meu Pai, meu Deus, tem misericórdia de nós porque pecamos contra Ti e contra o teu evangelho. Prevaricamos com este mundo dizendo que era um caminho para a tua graça apontando para a o caminho largo, pintando um cenário “de bem com a vida”. Usamos camisetas, bíblias coloridas e participamos de eventos dizendo ao mundo que somos livres, como se este fosse o real motivo da tua morte naquela cruz – aliviar nosso peso, nossa culpa – só para que possamos pular mais alto.

A vida em ti Deus é alegria e há verdadeiro motivo para o regozijo. Faz arder o coração para falar mais e mais do teu evangelho, da felicidade de encontrar-te e não dos nossos eventos. De falar mais da comunhão que o Senhor nos proporciona através do teu Espírito Santo, quer seja na prisão, quer seja no salão, quer seja em nosso quarto, intimidade contigo.

Não quero me moldar a este século e muito menos ao anterior quero ser semelhante ao Senhor, Jesus.

Centenário da IBGarcia

Esta foto é da Gravação de CD de comemoração de centenário da
Igreja Batista do Garcia
que ocorreu no TCA - Teatro Castro Alves
A igreja envolvida em um momento de extrema alegria.
Graças a Deus por tudo que ocorreu

Tapeceiro

Tapeceiro, grande artista,
Vai fazendo seu trabalho
Incansável, paciente no seu tear

Tapeceiro, não se engana
Sabe o fim desde o começo,
Traça voltas, mil desvios sem perder o fio

Minha vida é obra de tapeçaria,
É tecida de cores alegres e vivas,
Que fazem contraste no meio das cores
Nubladas e tristes
Se você olha do avesso,
Nem imagina o desfecho
No fim das contas, tudo se explica,
Tudo se encaixa, tudo coopera pro meu bem

Quando se vê pelo lado certo,
Muda-se logo a expressão do rosto,
Obra de arte pra Honra e Glória do Tapeceiro

Quando se vê pelo lado certo,
Todas as cores da minha vida
Dignificam a Jesus Cristo, o Tapeceiro

Musica de Stênio Marcius

Banquete - Mais Uma Vez

Todos os dias pela manhã Deus prepara um banquete para nós. Cabe a você escolher se irá comer tudo ou de tudo um pouco ou só o que lhe convém. Mas seja o que for Ele continuará te amando e por isso, no dia seguinte estará mais uma vez a mesa posta para que seja consumida. Caberá a você mais uma vez a escolha.

14/12/12

Banquet - Again

Every day in the morning, God prepares a banquet for us. It is up to you to choose whether to eat everything, or a little of everything, or just what suits you. But whatever, he will continue loving you and so the next day will once again be placed on the table to be consumed. It's up to you once more the choice.

Linguagem Universal



A música relaxa, consola, renova. Com ela pode-se viajar para lugares distantes e ir até para Plutão - que perdeu o posto de planeta, mas não deixou de ser longe - viajar, viajar, viajar.
Com ela os povos se comunicam. Há quem diga que a verdadeira linguagem universal seja a musica, creio que o é..., e que o inglês seria, e não tardará muito, substituída por ela. Você já pensou qual seria o nome desta língua? Musiquês? E os "sotaques"!? Pelo menos seria rico. Creio que as pessoas sorririam mais com tantas melodias ecoando a sua volta.

26/11/2009

Te Agradeço Meu Senhor


Esta canção eu compus no dia 26 de fevereiro de 2001, numa manhã, em oração no meu apartamento assentado ao piano, enquanto meditava no que Deus É e no consolador Espírito Santo. O meu coração se encheu de uma gratidão tão grande por este amor, que Jesus me amou e entregou sua própria vida por mim. Foi ai que comecei a tocar a melodia ao piano e a letra veio de forma natural e tão espontânea.


Ao terminar fiquei um tempo meditando no que tinha escrito, principalmente nos últimos versos que diz: ‘E me deste teu auxilio para que possa contigo estar’ me lembrei de um texto bíblico. Fui até o armário, peguei a bíblia, abri no livro de João 14: 26 e lá esta escrito:

“Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse”.

Meu coração se encheu de alegria e dei um Oh! Glória! E voltei a tocar a música mais uma vez, na verdade muitas vezes naquela manhã. Sim, é Ele o Espírito Santo que nos aconselha e consola. Abra o teu coração e preste atenção a sua voz, pois é Ele quem convence do pecado da justiça e do juízo. (Jo 16: 8)

Te Agradeço Meu Senhor

Te agradeço meu Senhor

Pois se entregou por mim

Te agradeço meu Senhor

Por teu amor

Naquela cruz, libertou

Com o seu sangue me lavou

Para que agora Senhor

Eu possa te louvar

E dedicar continuamente

A minha vida no teu altar

Obrigado Senhor

Porque tu estas em mim

E me deste teu auxilio

Para que possa contigo estar

É o Espírito Santo de Deus que está em mim